Todos os tipos de perdas auditivas, até mesmo as mais leves, possuem potencial suficiente para provocar outras complicações, como, por exemplo, zumbido, tonturas, risco de queda, demências e mal de Alzheimer. Mas, infelizmente observamos um comportamento padrão nos pacientes que apresentam esse quadro: negligenciam os sintomas e buscam ajuda médica apenas quando estes se tornam ainda mais graves.
Os principais sintomas de perda auditiva são: Pedir para que repitam o que foi dito; tendência ao isolamento social; dificuldade para ouvir em ambientes barulhentos; zumbidos, chiados ou apitos no ouvido; constantemente precisa aumentar o volume de aparelhos eletrônicos; sensação de ouvido tampado, pressão e estalos no ouvido; irritabilidade frequente; no trânsito, não percebe a aproximação de veículos; outras pessoas reclamam que está falando muito alto; sente dificuldades para conversar em ambientes ruidosos; procura olhar para a boca da pessoa que está falando, para melhorar a compreensão da fala.
Ao identificar qualquer um desses sintomas, o paciente deve procurar atendimento especializado o mais rápido possível, afinal, tratar a perda auditiva precocemente é a melhor alternativa para que não haja grandes prejuízos à qualidade de vida. Caso a perda seja constatada, o uso de um aparelho auditivo pode ser necessário, especialmente nos casos onde a perda é irreversível.
Atualmente, os aparelhos auditivos são pequenos, discretos, praticamente imperceptíveis e que, após serem regulados de forma individual, com base no resultado dos exames do paciente, tornam-se capazes de devolver a audição. Além disso, os modelos mais modernos de aparelhos auditivos possuem conectividade com smartphones e SmartTVs, dispondo de recursos como atender chamadas telefônicas, ouvir música ou assistir a programas de TV, por exemplo.
Por fim, vale ressaltar que o exame de audiometria é fundamental para descobrir a intensidade e a frequência da perda auditiva. Logo, se você vem apresentando algum dos sinais citados no início desse texto, busque ajuda médica o quanto antes para que você possa diagnosticar as causas do problema e receber as indicações de tratamento mais adequadas para o seu caso.
Essa é a Semana do Sono e dentro desse contexto a otorrinolaringologia atua nas questões respiratórias do sono. Isso inclui o ronco e a apneia, mas roncar é normal?
No consultório é muito comum recebermos pacientes com queixas de roncos , sonolência diurna, desânimo, sensação de esquecimento. Isso é um problema?
Bem , o ronco é um distúrbio respiratório do sono. As pessoas roncam porque durante o sono ocorre um aumento na resistência respiratória, ou seja, as pessoas fazem um esforço maior para respirar , com isso as partes moles da garganta ( região da úvula, amígdalas) vibram gerando o barulho que conhecemos com ronco. Apesar de o ronco ser considerado um problema social ( atrapalha o companheiro/ companheira) para a pessoa que ronca o sono também não é repousante pois, como ocorre um esforço respiratório grande , o paciente se cansa e fragmenta o sono. Com isso vem a sonolência diurna, cansaço, e todas as consequências decorrentes disso .
Você ronca? Tem dúvidas? Procure um médico otorrinolaringologista.
Depois de um ano de pandemia várias pessoas que tiveram a doença persistem com perda de olfato , mesmo depois de meses já recuperados. Por que isso ocorre?
Diferente da perda de olfato que sentimos com um resfriado comum ou gripe, na COVID o mecanismo é diferente. Durante o resfriado o nariz fica obstruído e dificulta a chegada das partículas aromáticas na área olfativa, ou seja, existe um bloqueio mecânico para que não consigamos sentir o cheiro das coisas. Mas mesmo assim percebemos alguns cheiros mais forte.
Na COVID as células de sustentação dos neurônios são atacadas pelo vírus, isso gera um inchaço local impedindo que as partículas aromáticas atinjam os neurônios olfativos. Por isso ocorre perda de olfato mesmo sem obstrução nasal. O vírus se liga a uma proteína chamada Enzima Conversora de Angiotensina 2 ( ECA 2) e as células de sustentação são ricas nessa proteína. Não ocorre lesão direta nos neurônios.
Na maioria dos casos o olfato retorna quando a inflamação acaba. O tempo varia de pessoa para pessoa e de acordo com o grau da inflamação. Nos casos mais graves é provável que a inflamação dessas células tenha sido muito intensa, a ponto de causar lesão neuronal. Desse modo a recuperação do olfato depende das células tronco que existem ali para que esses neurônios se recuperem, o que pode demorar mais tempo.
Com diagnóstico e tratamento precoce a recuperação pode ser mais rápida. Procure um médico otorrino.